QUE NADA NOS DEFINA. QUE NADA NOS SUJEITE. QUE A LIBERDADE SEJA A NOSSA PRÓPRIA SUBSTÂNCIA.
Simone de Beuvoir

terça-feira, 16 de agosto de 2011

GALO CONTRATA VOLANTE PIERRE.



O técnico Cuca fez o pedido no domingo e foi atendido pela diretoria do Atlético nesta terça-feira. Depois da derrota por 3 a 0 para o Coritiba, na capital paranaense, o treinador desceu do carro para conversar com alguns torcedores que estavam no local e deixou escapar que o volante Pierre, do Palmeiras, poderia ser o primeiro reforço contratado a seu pedido pelo Galo.

Pierre já está em Belo Horizonte e realizou os primeiros exames médicos numa clínica particular da cidade. O jogador conversou com o Superesportes após os exames e disse que está muito feliz pela possibilidade de voltar a trabalhar com o técnico Cuca, que o dirigiu no Paraná. "Tenho um carinho enorme pelo Cuca. Estou bem fisicamente e vou me sentir em casa em Belo Horizonte, pois já conheço alguns jogadores do grupo do Atlético".

O volante, de 29 anos, estava insatisfeito no Palmeiras. Pouco aproveitado por Luiz Felipe Scolari, ele não escondia seu desejo de deixar o Verdão. Sua última partida pelo time paulista foi no dia 10 de julho, contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro. Com Felipão, o volante, às vezes, não era relacionado nem para o banco.

Fonte: Portal Uai

CRUZEIRO CONFIRMA CONTRATAÇÃO DO ATACANTE KEIRRISON.


O diretor de futebol do Cruzeiro, Dimas Fonseca, confirmou na manhã desta terça-feira que o atacante Keirrison defenderá o time celeste no restante do Campeonato Brasileiro. O jogador chega por empréstimo junto ao Barcelona até 31 de dezembro.

“O Keirrison está fechado. Ele se apresenta amanhã (quarta-feira) em Belo Horizonte para fazer os exames médicos. Na quinta-feira, eu volto de Curitiba para que a gente assine o contrato”, explicou Dimas Fonseca.

O Cruzeiro não precisará desembolsar qualquer valor pela negociação. Parte dos salários do atacante serão custeados pelo Barcelona, que detém os direitos econômicos do jogador de 23 anos.

Na negociação, antecipada pelo Superesportes, no último dia 10, a diretoria cruzeirense contou com o apoio do Santos, equipe que Keirrison defendeu no primeiro semestre. Para que o atacante chegasse à Toca da Raposa, ele precisou ser reemprestado pelo Barcelona ao clube paulista, que o repassou ao Cruzeiro.

Nesta terça-feira, conforme informou o empresário de Keirrison, Marcos Malaquias, o atacante
está em Santos para tratar da documentação necessária para que ele se transfira para o clube celeste.
Histórico


Keirrison surgiu com grande destaque no Coritiba, o que lhe rendeu uma transferência para o Palmeiras em 2008. Após um bom início de temporada em 2009, o atacante foi vendido ao Barcelona por 14 milhões de euros. Apesar da grande expectativa sobre seu futebol, Keirrison não conseguiu se firmar no clube catalão e foi emprestado ao Benfica, à Fiorentina e ao Santos, igualmente sem sucesso em todos eles.
Fonte: Portal Uai

domingo, 14 de agosto de 2011

SER PAI: POR GONZAGA MEDEIROS.


Gonzaga Medeiros é o maior poeta do Vale do Jequitinhonha, tendo publicado dois livros, dois CDs e participado de várias antologias regionais, em Minas Gerais e no Brasil.

Retirado do Blog do Banu

SEGUNDO METEOROLOGISTA: SECA VAI DURAR PELO MENOS MAIS TRÊS MESES NA REGIÃO.


Vereador Tim  em visita a Barragem da Comunidade do Ribeirãozinho


Os moradores do Norte de Minas precisam se preparar para a convivência com a seca, pois a estiagem ainda vai se estender por pelo menos três meses. De acordo com o meteorologista Ruibran dos Reis, do Centro de Climatologia Minas Tempo, a previsão é as próximas  chuvas  deverão ocorrer no Norte do estado no começo ou meados de novembro.O meteorologista salienta que neste ano, a região não sofrerá os efeitos dos fenômenos “El Nino” e “La Nina”, responsáveis por outras estiagens como a de 2007, que foi consideradas uma das piores da história, provocando as mortes de mais de 100 mil reses no Norte de Minas. Por outro lado, ele lembra que a região foi muito prejudicada pelo veranico de janeiro e fevereiro. “Em março e abril, ocorreram chuvas significativas, que, entretanto, não foram suficientes para eliminar os prejuízos dos agricultores e recuperar a vazão dos mananciais”, observa.

Ruibran explica ainda que,  “embora as duas regiões estejam no semiárido”, de fato, o regime de chuvas do Norte de Minas é diferente de estados nordestinos como Pernambuco, Alagoas e da Paraáiba. “O período chuvoso mais intenso  do Nordeste começa em maio e vai até agosto. No Norte de Minas, as chuvas começam no fim de outubro ou início de novembro e vão até março ou abril”, afirma o meteorologista. Ele explica ainda que as chuvas do Norte de Minas são provocadas por frentes frias, que chegam do Sul Sudeste enquanto as chuvas do Nordeste são causadas por uma massa de ar tropical marítima, que transporta a umidade do Oceano Atlântico para o Continente e, além do Brasil, também atua sobre a África.
Veja a reportagem completa: http://www.uai.com.br/

A SECA ESTÁ CASTIGANDO A REGIÃO DO SEMIÁRIDO DE MINAS GERAIS.

Foto: Jornal Estado de Minas

É um campo de futebol, mas já foi um rio. O Córrego Bolas levava água à comunidade dos Martins, na zona rural de Jenipapo de Minas, no Vale do Jequitinhonha, e atraía famílias para o local, remanescente de um quilombo. Hoje, as 32 casas penam com a falta de água potável. Distante 14 quilômetros da sede do município, a comunidade depende de carro-pipa enviado pela prefeitura. Muitas famílias têm cisternas que captam e armazenam água das chuvas, mas quase nunca é suficiente. O poço artesiano que abastecia a população secou. Na última parte da série de reportagens sobre a falta de água potável no semiárido mineiro, o Estado de Minas mostra como a alta no número de rios, córregos e ribeirões secos aflige comunidades rurais da região.
A situação do Córrego Bolas se repete no povoado de São José do Bolas. Lá, quem morreu foi o Córrego do Granja. Nascido e criado no local, seu José Geraldo Ferreira Guedes, 67 anos, lembra de quando o rio corria e suas águas eram usadas para molhar a lavoura e dar de beber “para a criação”. O Córrego da Furquia, em Araçuaí, também parou de correr em fevereiro, época de chuvas. Água, agora, só quando chove e, mesmo assim, muito pouco. Quando era perene, o córrego abastecia os moradores de Palmital de Baixo, uma das comunidades da zona rural do município. Foi por causa das águas da Furquia que seu Sebastião Pinheiro Ferreira, 71 anos, se mudou para o local com a mulher e os filhos há 17 anos.

Ele morava no povoado de Narciso, também em Araçuaí, mas, como a água andava escassa, resolveu se mudar. Durante um tempo tudo funcionou. Mesmo sem água tratada, a família tinha o rio e algumas cisternas. Um dos limites de sua propriedade era o córrego, cuja nascente fica em Novo Cruzeiro, município vizinho. Para chegar em casa, era preciso tirar os sapatos para não molhá-los. “Nas ‘cheias’ a gente ficava dias ilhado aqui. Ninguém saía ou chegava. Nem as crianças iam para a aula”, conta Maria das Neves Pereira Alves, mulher de seu Sebastião.

Só nas chuvas
Hoje a família vive da escassa plantação de mandioca, para a produção de farinha. “Nunca fui rico. Toda a vida fui fraco, sem ninguém importante para me ajudar a conseguir alguma coisa.” As águas dos rios Calhauzinho, São José, Diamantino, Lajinha, e Brejão também secaram e praticamente não correm mais naquela região, a não ser em época de muita chuva.

Para o ambientalista Apolo Heringer, idealizador e coordenador do projeto Manuelzão, que trabalha pela despoluição de leitos, os chamados rios temporários são comuns no semiárido brasileiro, mas estão definhando ainda mais por causa do desmatamento. “A água da chuva não infiltra no chão e vai direto para o oceano, assoreando os rios”, afirma. Outro problema, diz, é a substituição do cerrado pelas plantações de eucalipto. Enquanto o primeiro tem a característica de conservar muita água pelo seu caule e frutos, os eucaliptos “chupam” todo o líquido disponível. “Isso faz o rio secar mais rápido.” Heringer, professor de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também critica o despejo de esgoto nos rios. Conforme mostrou o EM, muitos moradores da região são obrigados a tirar água dos mesmos leitos que recebem dejetos.

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), segundo o presidente da empresa, Ricardo Simões, tem como meta atender até 2014 as 463 localidades sob responsabilidade da Copanor, subsidiária no Norte e Nordeste do estado.

Difícil era “olhar o arroz”


Era a segunda metade da década de 1970. Ainda criança, morava numa fazenda em Francisco Sá. A casa dos meus pais ficava a 300 metros do Rio Caititu. A seca – como é histórica – naquela época já existia. Mas, graças à presença do rio, os efeitos da estiagem nem eram sentidos. O Caititu corria caudaloso o ano inteiro. Nos períodos da estiagem severa, as partes baixas próximas do rio eram tomadas por plantações de alho. A oferta de água era tanta que bastava um pequeno açude para a água correr para os canteiros por gravidade – “água de rego”, como se dizia. Para os jovens, o ofício oferecido era o de “olhar arroz” – espantar pássaros da plantação. Tomar banho no Caititu também era diversão garantida. Hoje, o rio virou intermitente e praticamente só existe no período chuvoso. Mas uma gameleira, que já serviu de trampolim, resiste ao tempo. Talvez para refrescar a memória de quem conheceu o Caititu no passado e provar que o lugar onde o rio corria é aquele mesmo.

Um povoado quase fantasma

Malhada Branca, povoado a cerca de 20 quilômetros de Virgem da Lapa, a 560 quilômetros de Belo Horizonte, corre o risco de virar uma comunidade fantasma. Ali já viveram 55 famílias. Hoje, são 33. Muitos moradores abandonaram suas casas e partiram para cidades maiores de Minas ou de outros estados. O motivo é a falta de água.

A localidade, que leva o nome do córrego que corria caudaloso, conta com dois poços cavados pela Fundação Rural Mineira (Ruralminas), mas não dão água. Quem não tem cisterna de placa, usada para coletar água da chuva e abastecer as casas, depende exclusivamente dos caminhões-pipa da prefeitura, que não dão conta de atender a demanda das 52 comunidades rurais do município.

A construção de uma cisterna de placa é o que alimenta a esperança de voltar para a casa de Marcos Rocha Fonseca, 22 anos, que há dois anos deixou o povoado e foi trabalhar de garçom no litoral de São Paulo. Sua mãe, Maria Rocha, também se mudou para a cidade com os dois filhos menores. Nem mesmo o mar atraiu o rapaz. “Eu queria mesmo é nunca ter saído.”

Vontade de voltar

De férias na terra natal, Marcos e outros moradores da região estão construindo na casa abandonada pela família uma cisterna de placa. A obra é feita em regime de mutirão com a ajuda do sindicato e de uma associação cristã que atua em toda a região do semiárido mineiro. A casa da família de Marcos é uma edificação típica da zona rural, sem laje, apenas telhado, com as paredes internas pintadas de cores fortes. “É uma casa muito boa. Não tem comparação com o lugar em que eu moro em São Paulo”.

Outras casas estão vazias por causa da migração para o corte de cana e colheita de café. A Pastoral da Migração, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, estima em 35 mil o número de pessoas do semiárido mineiro que buscam emprego em outros estados.
A reportagem acima é do Jornal Estado de Minas, retirada do Portal Uai.

Analisando a reportagem a gente nota que no nosso município de Chapada do Norte a situação é muito parecida com a dos outros citados na reportagem.
No momento todos os córregos estão secos, os rios estão com os níveis de água bem abaixo de suas vazões normais.
Os poços artesianos da Prefeitura, muitos estão com problemas nas bombas ou mesmo de secagem.
As cisternas particulares estão secando e as famílias estão se valendo de caminhões pipas da Prefeitura (hoje com 4 abastecendo as famílias) e das cisternas de placas que captam as águas das chuvas, projeto desenvolvido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais em parceria com os moradores.
O fato é que a situação é crítica e o município de Chapada do Norte precisa muito da ajuda do governo estadual e do governo federal para solucionar os problemas.